Quando Dragon Ball Super estreou originalmente em 2015, o mundo otaku parou, naquele momento, a empolgação era ainda maior porque o Manga estava saindo de um hiato de quase 20 anos, já que a última saga inédita na TV (Dragon Ball GT) tinha chegado ao fim ainda na década de 1990. A expectativa de ver Goku e seus amigos de volta em uma história oficial do mestre Akira Toriyama era gigantesca!
Porém, o retorno foi um misto de emoções. A empolgação rapidamente dividiu espaço com a frustração devido à animação inconstante e à forte enrolação para recontar os filmes Batalha dos Deuses e O Renascimento de F.
Além dos problemas técnicos de animação da época, o que mais machucou os fãs em 2015 foi o roteiro e a mudança de postura de personagens icônicos. Nós vínhamos dos anos 90 acostumados com Goku e Gohan como os maiores heróis da franquia, sendo que pai e filho sempre resolviam a parada quando o calo apertava. O Gohan, inclusive, passou o Dragon Ball Z inteiro sendo cotado para substituir o Goku, tentativa que a Toei repetiu brevemente com o Goten, mas o imenso apoio popular sempre trazia o Goku de volta ao topo.
Divisão de aguas entre os novos e antigos fãs
No início do Super, porém, esses dois passaram por um “detox” drástico, o guerreiro maduro e estratégico do fim da saga Boo deu lugar a um Goku muito mais infantilizado, ingênuo e inconsequente, obcecado apenas por lutas. Na infância, ele era praticamente um assassino inocente com uma visão muito simples sobre o bem e o mal, já no Z, embora continuasse obcecado por lutas, ele desenvolveu um senso de justiça gigantesco e a clássica característica de poupar seus inimigos e não matar ninguém desnecessariamente, terminando a saga Boo indiscutivelmente como o maior herói de todos os tempos.
O começo do Super simplesmente ignorou essa bagagem, entregando um Goku infantilizado, ingênuo e inconsequente, que parecia não ligar para mais nada além de lutar. Esse choque de personalidade deixou muita gente frustrada.
E como se não bastasse terem estragado o Goku, o guerreiro mais poderoso do final do Z foi transformado em um Gohan inteiramente aposentado, um acadêmico magrelo que mal conseguia se transformar para defender a Terra. Esse choque de personalidade deixou muita gente frustrada e, por isso, revisitar esse início com o remake é também uma chance de digerir melhor essa transição de eras com um ritmo muito mais dinâmico.
Mais de uma década depois, a Toei Animation finalmente resolveu corrigir o passado. Estreou recentemente Dragon Ball Super: Beerus, um remake que promete fazer justiça ao peso que esse retorno merecia desde o início.
O que muda visualmente e tecnicamente nessa nova versão?
Não se trata apenas de um “filtro de instagram” sobre a versão anterios, pois Dragon Ball Super: Beerus foi totalmente repensado para entregar a qualidade que a franquia merece desde o primeiro minuto. Esqueça aqueles episódios mal-acabados e com deformações do passado, pois, sob a direção de Tadayoshi Yamamuro, a Toei Animation deu um tapa completo no visual, trazendo traços muito mais firmes, consistentes e dinâmicos para as cenas de luta.
O maior acerto aqui, no entanto, é o ritmo da narrativa, já que a nova versão vai condensar os arcos da Batalha dos Deuses, O Renascimento de F e o torneio do Universo 6 em um total estimado de apenas 19 episódios, garantindo menos enrolação e muito mais ação direta ao ponto. Para fechar o pacote técnico, toda a trilha sonora e os efeitos sonoros foram completamente refeitos do zero, dando o peso dramático e o impacto esmagador que as batalhas contra os Deuses da Destruição realmente exigem.
O anime estreou oficialmente em 11 de outubro de 2026, com transmissão semanal e ampla distribuição nas principais plataformas de streaming. A Crunchyroll exibe os episódios inéditos aos domingos, enquanto Disney+ e Max oferecem os capítulos com breve defasagem e a Netflix disponibiliza o conteúdo com uma semana de atraso. Você pode acompanhar a série nas plataformas de streaming mencionadas.
Para quem abandonou a série original devido à qualidade técnica instável ou simplesmente deseja reviver as introduções do Deus Super Saiyajin, do Super Saiyajin Blue e do prenúncio do Instinto Superior com uma roupagem verdadeiramente moderna, revisitar a obra nesta nova versão vale muito a pena. É a oportunidade perfeita de testemunhar os primeiros passos divinos de Goku com o impacto visual e narrativo que a franquia merecia desde o início. Se você já assistiu ao primeiro episódio, deixe seu comentário aqui embaixo contando o que achou da nova animação e do ritmo da história!