O Superman é o primeiro e maior herói da DC Comics. Claro, o Batman é quem domina as vendas hoje em dia, mas foi o Homem de Aço quem abriu caminho para todos os outros. Durante décadas, ele foi o rosto dos quadrinhos: o escoteiro de azul, vermelho e amarelo que marcou gerações inteiras. Só que o mercado mudou, e a DC nem sempre tomou as melhores decisões com seu herói mais icônico.
Kal-El estrelou histórias incríveis ao longo dos anos, mas também passou por fases, ideias e mudanças que acabaram prejudicando os quadrinhos do personagem. Algumas dessas decisões fizeram o Superman perder força justamente quando deveria continuar no topo. Estes são os sete maiores erros que ainda perseguem os gibis do Homem de Aço.
7) A Morte do Superman

“A Morte do Superman” é uma das histórias mais famosas da DC, mas também criou um problema enorme para o personagem. O arco foi um sucesso absurdo de vendas, e isso fez a editora acreditar que mudanças chocantes eram a melhor forma de vender HQs do Superman.
Depois disso, a DC entrou em um ciclo de transformar tudo no personagem com eventos gigantescos e chamativos, sempre tentando repetir o impacto daquela história. Funcionou por um tempo, mas logo virou uma fórmula desgastada. O resultado foi uma sequência de mudanças cada vez menos impactantes, tudo por causa do sucesso gigantesco desse arco clássico.
6) Os Poderes Elétricos do Superman

O Superman já possui uma lista gigantesca de poderes, mas nos anos 90 a DC resolveu reinventar o personagem de um jeito bem radical. O herói virou literalmente um ser de energia, ganhando habilidades ligadas ao eletromagnetismo.
A ideia até tinha potencial, e escritores como Grant Morrison conseguiram usar isso de maneira interessante em JLA. O problema é que a maioria dos autores não soube aproveitar o conceito. Além disso, muitos fãs odiaram o novo visual elétrico do personagem.
No fim, o que poderia ter sido uma evolução criativa acabou se tornando uma das fases mais estranhas da história do Superman.
5) A Fase de Brian Michael Bendis

Brian Michael Bendis foi um dos roteiristas mais importantes dos anos 2000, ajudando a Marvel a dominar o mercado. Quando ele foi para a DC em 2018, recebeu controle total sobre Superman e Action Comics.
A fase dele não é tão ruim quanto alguns fãs dizem, mas existe um problema claro: ela destruiu o embalo que os títulos do Superman tinham conquistado durante o período do DC Rebirth.
Os quadrinhos do Homem de Aço finalmente estavam recuperando popularidade, e a chegada de Bendis esfriou completamente esse momento. Mesmo com algumas boas ideias, muita gente acredita que foi a pior hora possível para mudar a direção do personagem.
4) Superman Vermelho/Superman Azul

Se os poderes elétricos já dividiam opiniões, tudo piorou em 1998 com “Superman Vermelho/Superman Azul”. Inspirada em uma antiga história da Era de Prata que já era alvo de piadas entre fãs, a saga transformou o Superman em duas versões diferentes.
Talvez a ideia funcionasse como uma edição especial ou uma homenagem divertida. O problema é que a DC transformou isso em um arco inteiro, apostando novamente em um “grande evento” para aumentar vendas.
Não deu certo. A saga foi um fracasso e acabou enterrando qualquer chance de os poderes elétricos serem lembrados de forma positiva.
3) O Superman dos Novos 52

Os Novos 52 são vistos por muitos fãs como um dos maiores fracassos da DC Comics, e o Superman sofreu bastante nessa fase.
A única exceção realmente elogiada foi a passagem de Grant Morrison em Action Comics, que apresentou uma versão mais jovem, rebelde e socialmente ativa do herói. Mas fora isso, quase tudo desandou.
Depois da saída de Morrison, as histórias perderam qualidade rapidamente. A decisão de colocar Superman e Mulher Maravilha juntos também dividiu os leitores, e parecia que a DC estava acumulando erro atrás de erro com o personagem durante aqueles cinco anos.
Até existiram histórias boas nesse período, mas a maioria acabou sendo esquecível.
2) A Reformulação de John Byrne

Após Crisis on Infinite Earths, a DC entregou o Superman para John Byrne com uma missão clara: modernizar o personagem.
Byrne mudou praticamente tudo. Krypton virou um planeta frio e sem emoção, vários elementos clássicos foram apagados, Supergirl deixou de existir temporariamente, Clark perdeu sua fase como Superboy e até a origem do personagem foi alterada.
Durante um tempo, essa nova versão fez sucesso. Mas conforme novos leitores começaram a conhecer as histórias antigas do Superman, perceberam que muitos dos elementos removidos eram justamente o que tornava o personagem tão especial.
Nos anos 2000, a DC começou lentamente a trazer de volta vários conceitos clássicos pré-Crisis, e muita gente hoje vê a fase de Byrne como uma grande descaracterização do herói.
1) Rejeitar o Projeto “Superman 2000”

Grant Morrison e Mark Waid são considerados dois dos maiores escritores da história do Superman. Porém, no fim dos anos 90, a DC recusou um projeto ousado criado pelos dois ao lado de Mark Millar e Tom Peyer Jr.
Chamado “Superman 2000”, o plano mostraria Brainiac atacando o Superman e fazendo com que Mr. Mxyzptlk apagasse a identidade secreta do herói da mente de todo mundo. Ninguém mais lembraria que Clark Kent era o Superman, incluindo Lois Lane. O casamento acabaria, e Clark teria que reconstruir sua vida do zero.
Era uma ideia arriscada, mas extremamente ambiciosa. A DC preferiu seguir por caminhos mais seguros com Jeph Loeb e Joe Kelly.
Mesmo que os dois tenham produzido boas histórias, muitos fãs acreditam que “Superman 2000” poderia ter revolucionado o personagem e talvez até mudado a indústria dos quadrinhos para sempre.
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