A franquia Dragon Ball sempre foi muito além de lutas insanas e transformações apelonas. Ao longo dos anos, a obra criada por Akira Toriyama construiu uma verdadeira pirâmide divina que organiza desde os protetores de um simples planeta até entidades capazes de apagar universos com um estalar de dedos.
De Dragon Ball até Dragon Ball Daima, essa hierarquia só ficou maior e para muita gente, mais confusa. Mas calma: existe sim uma lógica por trás de tudo.
Importante: mesmo trazendo novas revelações, Daima não apaga os eventos de Dragon Ball Super. A estrutura divina continua funcionando da mesma forma entre os universos, com cargos bem definidos e um equilíbrio constante entre criação e destruição.
Mortais poderosos e guardiões planetários

Na base dessa pirâmide estão os mortais que conseguem acessar o Ki Divino. Eles não têm cargos oficiais no “panteão”, mas o poder deles rivaliza com o dos próprios deuses. É o caso de Goku, Vegeta e Toppo. Muitos deles, inclusive, treinam diretamente com divindades e podem até se tornar candidatos a posições superiores.
Logo acima estão os Kami-Sama, os guardiões de cada planeta. Na Terra, quem ocupa esse posto é Dende. Para os humanos, ele é a maior autoridade espiritual possível. Mas, na escala universal, seu cargo é mais administrativo do que absoluto: ele observa e protege apenas um único mundo.
Julgamento das almas e administração do universo

Quando falamos do pós-vida, quem manda é Emma-Daioh, o grande juiz que decide se uma alma vai para o Paraíso ou para o Inferno.
Acima dele estão os Senhores Kaioh, responsáveis por setores inteiros da galáxia (Norte, Sul, Leste e Oeste). O mais famoso é o Senhor Kaioh do Norte, que treinou Goku em momentos decisivos.
Todos eles respondem ao Grande Senhor Kaioh, que supervisiona essas regiões. Em paralelo, existe o Reino do Makai, lar dos demônios. Figuras como Dabura governam esse lado sombrio como uma espécie de “reflexo maligno” da ordem divina tradicional.
Kaiohshins e o elo com a destruição

No topo da criação estão os Supremos Senhores Kaioh, também chamados de Kaiohshins. Eles são os verdadeiros Deuses da Criação e supervisionam tanto o mundo dos vivos quanto o dos mortos.
Um detalhe crucial revelado em Super: a vida de um Kaiohshin está conectada diretamente à de um Deus da Destruição. Se um morrer, o outro também desaparece. No Universo 7, após o caos causado por Majin Boo, apenas Shin permaneceu ativo, mantendo o equilíbrio ao lado do seu correspondente destruidor.
Deuses da Destruição e seus Anjos

Se os Kaiohshins criam, os Hakaishins destroem. O exemplo mais conhecido é Bills, o Deus da Destruição do Universo 7. Diferente dos Kaiohshins, esses deuses são mortais escolhidos e treinados para assumir o cargo, e seu poder de combate é absurdo.
Cada Deus da Destruição tem um Anjo como mentor e guia. No caso de Bills, estamos falando de Whis. Os Anjos já nascem com natureza divina e são extremamente poderosos, mas possuem uma regra clara: não podem interferir diretamente nos conflitos.
O topo do multiverso

Acima de todos os Deuses da Destruição está o Grande Sacerdote, pai dos Anjos e braço direito da entidade suprema. Porém, quem realmente manda em tudo é Zeno.
Zeno governa os 12 universos e pode simplesmente apagar realidades inteiras sem esforço. Sua personalidade infantil contrasta com o fato de que ele é, basicamente, o botão de “reset” do multiverso.
E então Daima trouxe uma bomba: a introdução de Rymus, apresentado como o criador de todo o multiverso. Se Zeno é quem pode destruir tudo, Rymus seria o arquiteto que deu forma à existência.
Na teoria dos fãs, os dois representam o equilíbrio final: criação e aniquilação, começo e fim.
No fim das contas, o universo de Dragon Ball é praticamente uma organização cósmica gigante, onde cada cargo tem sua função. E mesmo com novas revelações surgindo, a base continua clara: tudo gira em torno do equilíbrio. Porque, nesse multiverso, criar é importante, mas destruir também faz parte do jogo.




