A DC Comics construiu uma das histórias mais lendárias da cultura pop ao longo de quase 90 anos. Desde que o Superman apareceu pela primeira vez e revolucionou os quadrinhos, a editora criou heróis e vilões que marcaram gerações. Mas não foram apenas as batalhas épicas que fizeram essas histórias entrarem para a história. As mortes mais chocantes da DC ajudaram a elevar o drama, aumentar os riscos e transformar completamente o universo dos super-heróis.
Ao longo das décadas, algumas perdas tiveram impacto gigantesco no Multiverso DC e mudaram os rumos da editora para sempre. Estas são as 10 mortes mais importantes da história da DC Comics.
10) A morte do Multiverso DC

O famoso Multiverso da DC surgiu oficialmente em 1961, nas páginas de The Flash #123, e rapidamente virou uma das ideias mais importantes da editora. Existiam infinitas Terras alternativas, como a Terra-2 da Sociedade da Justiça, a sombria Terra-X dominada pelos nazistas e a Terra-S da Família Marvel.
Só que, com o tempo, tantas realidades começaram a confundir leitores novos. A solução encontrada pela DC foi radical: destruir tudo em Crisis on Infinite Earths. O fim do Multiverso original deu origem a um único universo principal e mudou completamente a história da editora, inaugurando uma nova era de sucesso.
9) Thomas e Martha Wayne

A morte dos pais é um dos elementos mais clássicos das histórias de super-heróis, mas nenhum caso marcou tanto quanto o assassinato de Thomas e Martha Wayne. A tragédia que transformou Bruce Wayne no Batman virou um dos momentos mais revisitados dos quadrinhos.
Mesmo personagens como Jor-El e Lara, pais do Superman, não alcançaram o mesmo peso emocional. Décadas depois, a cena do beco continua sendo uma das mais importantes da cultura geek e praticamente definiu quem o Batman seria para sempre.
8) Sue Dibny

Sue Dibny nunca precisou de superpoderes para conquistar os fãs. Esposa do Elongated Man, ela se tornou uma das figuras mais queridas da Liga da Justiça durante os anos 70 e 80 graças ao relacionamento extremamente humano e divertido com Ralph Dibny.
Tudo mudou com Identity Crisis. Sue foi assassinada logo no começo da história e a HQ ainda revelou que ela havia sofrido abuso no passado. A maneira como a personagem foi tratada gerou enorme revolta entre leitores e até hoje essa morte é lembrada como uma das decisões mais controversas da DC.
7) Jason Todd

Hoje o nome de Jason Todd é extremamente popular entre os fãs do Batman, mas houve um tempo em que muita gente odiava o personagem. O segundo Robin substituiu Dick Grayson e acabou ganhando uma personalidade mais agressiva e rebelde após a reformulação da DC nos anos 80.
A editora decidiu deixar o destino do personagem nas mãos do público. Em uma votação por telefone, os fãs escolheram matar Jason. O resultado aconteceu em A Death in the Family, quando o Coringa espancou brutalmente o Robin até a morte.
Foi a primeira vez que um Robin morreu oficialmente nos quadrinhos, e o mais chocante: os próprios leitores decidiram isso.
6) Alex DeWitt

Alex DeWitt poderia ter sido apenas mais uma personagem secundária, mas sua morte acabou virando símbolo de um problema enorme nos quadrinhos de super-heróis.
Namorada de Kyle Rayner, Alex foi assassinada e colocada dentro de uma geladeira pelo vilão Major Force. O momento ficou tão infame que inspirou a expressão “Women in Refrigerators”, usada para criticar histórias que machucavam personagens femininas apenas para criar drama para heróis masculinos.
A discussão criada por esse caso mudou a forma como muitos fãs passaram a enxergar a representação feminina nos quadrinhos.
5) Sindicato do Crime (Pré-Crise)

O Crime Syndicate era a versão maligna da Liga da Justiça vinda da Terra-3, um mundo onde o mal sempre vence. Eles eram alguns dos inimigos mais perigosos da DC até serem destruídos durante Crisis on Infinite Earths.
A morte do grupo serviu para mostrar o tamanho da ameaça do Anti-Monitor e também simbolizou o colapso definitivo do Multiverso clássico. Na prática, aquele momento representava o fim de uma era inteira da DC Comics.
4) Ted Kord, o Besouro Azul

Blue Beetle sempre foi conhecido pelo lado mais divertido da DC, principalmente por sua amizade lendária com Booster Gold. Os dois funcionavam quase como uma dupla de comédia dentro da Liga da Justiça Internacional.
Por isso, a morte de Ted Kord em Countdown to Infinite Crisis pegou todo mundo desprevenido. O personagem foi assassinado por Maxwell Lord em uma cena chocante que serviu como ponto de partida para Infinite Crisis, um dos eventos mais importantes da década de 2000.
3) Superman

Poucos personagens são tão importantes para a cultura pop quanto o Superman. Durante décadas, ele foi visto como o herói invencível, o modelo definitivo de super-herói.
Foi justamente isso que tornou The Death of Superman um fenômeno mundial. Pela primeira vez no cânone principal, o Homem de Aço morreu oficialmente em combate contra Apocalypse.
O impacto foi tão gigantesco que virou notícia em jornais e programas de TV no mundo inteiro. A morte do Superman definiu os anos 90 nos quadrinhos e mudou para sempre o mito do personagem.
2) Supergirl

Supergirl teve uma das mortes mais emocionantes da história da DC em Crisis on Infinite Earths. Sacrificando a própria vida para salvar o Multiverso, Kara Zor-El enfrentou o Anti-Monitor em uma batalha inesquecível.
O impacto foi ainda maior porque, após a saga, a DC reiniciou completamente o universo do Superman. Durante quase 20 anos, Kara deixou oficialmente de existir nas HQs.
Sua morte marcou o encerramento definitivo da era clássica do Superman e abriu caminho para uma nova versão do Homem de Aço.
1) Barry Allen

Nenhuma morte simboliza tanto uma mudança de era quanto a de Barry Allen. O Flash foi responsável por iniciar a Era de Prata dos quadrinhos e também teve papel fundamental na criação do conceito de Multiverso.
Quando Barry morreu em Crisis on Infinite Earths, aquilo representou o verdadeiro fim da velha DC. O personagem já não era tão popular nos anos 80, mas sua morte teve um significado enorme para os quadrinhos.
Ela abriu espaço para Wally West assumir o manto do Flash e ajudou a modernizar a DC para uma nova geração de leitores. Até hoje, muitos fãs consideram essa a morte mais importante da história da editora.
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